A primeira diretriz internacional para combater a discriminação contra pessoas com HIV/Aids no ambiente de trabalho ganhou forte aprovação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no dia 17/6/2010. A recomendação de caráter não obrigatório pede que os países estabeleçam programas de prevenção contra a Aids nos locais de trabalho e ajudem os trabalhadores infectados a serem produtivos durante o maior tempo possível.

Autoridades do governo, grupos de funcionários e sindicatos, em sua ampla maioria, aprovaram a recomendação na conferência ministerial anual da OIT, após dois anos de discussão. O acordo também abrange as forças armadas e os serviços militares, afirmou a OIT num comunicado.

“Com a recomendação podemos garantir confiança na segurança do emprego e acesso ao tratamento”, disse Sophia Kisting, diretora do programa da OIT sobre HIV e Aids e o mundo do trabalho. “Queremos acabar com o silêncio e a vergonha em torno disso e deixar as pessoas saberem que não perderão seu emprego nem serão discriminadas no trabalho,” disse ela a jornalistas.

Ficará a cargo dos 183 Estados membros que participam da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) decidir como integrar os princípios às políticas e à legislação de cada país. A ONU estima que 33 milhões de pessoas em todo o planeta estejam infectados com o vírus da Aids e diz que mais pessoas estão vivendo mais tempo graças à disponibilização de medicamentos.

Fonte: Reuters (Clipping de notícias do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do MS)